Sindi Comerciários Lajeado participa de Audiência Pública sobre o fim da escala 6x1
O Sindi Comerciários Lajeado, representado pelo presidente Marco Daniel Rockenbach e pelo vice-presidente Sérgio Scheibler, participou na última segunda-feira (3) da Audiência Pública sobre a Escala 6x1, realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Por iniciativa do deputado federal Elvino Bohn Gass (PT/RS) e com a participação do deputado Luiz Gastão (PSD/CE), o encontro teve como objetivo discutir a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, tema que mobiliza categorias em todo o país.
A audiência, realizada no Plenarinho da Assembleia, reuniu centrais sindicais, federações e sindicatos de diversas áreas, entre eles a FECOSUL, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que reafirmaram apoio à aprovação do Projeto de Lei 67/2025, de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB/RS). A proposta garante dois dias consecutivos de descanso semanal e busca pôr fim ao modelo exaustivo que obriga trabalhadoras e trabalhadores a atuarem seis dias seguidos para apenas um de folga.
FECOSUL defende jornada digna e trabalho com qualidade de vida
Representando a CNTC e a FECOSUL, o presidente Guiomar Vidor destacou que a luta pelo fim da escala 6x1 é uma bandeira histórica dos comerciários e comerciárias.
“Essa é uma luta pela dignidade humana. O comércio, como tantos outros setores, revela diariamente como a sobrecarga de trabalho prejudica a saúde, o convívio familiar e a vida social dos trabalhadores. Experiências internacionais mostram que reduzir a jornada é melhorar a produtividade e o bem-estar”, afirmou Vidor.
O presidente do Sindi Comerciários Lajeado, Marco Daniel Rockenbach, ressaltou a importância do debate e o impacto direto que o tema tem sobre os trabalhadores do comércio da região.
“O comércio é feito por pessoas, e pessoas precisam de tempo para viver, para estar com a família, para descansar. A escala 6x1 é um modelo ultrapassado, que já mostrou seus limites. Defender o fim dela é defender um trabalho mais humano, com qualidade de vida e respeito a quem faz o comércio acontecer todos os dias”, destacou Rockenbach.