Uma comitiva formada por representantes do movimento sindical esteve em Brasília nesta semana para acompanhar e dialogar com parlamentares sobre o Projeto de Lei 67/2025, de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB), que propõe a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e o fim da escala 6x1.
Representando o Sindi Comerciários de Lajeado e também a Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul), o presidente Marco Daniel Rockenbach participou das agendas no Congresso Nacional ao lado do presidente da Fecosul, Guiomar Vidor e outros dirigentes sindicais. A mobilização reuniu ainda sindicatos do comércio do Rio Grande do Sul, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no estado (CTB-RS) e uma comitiva de representantes dos comerciários do Rio de Janeiro, junto à CTB do Rio de Janeiro.
O principal objetivo da ida a Brasília foi conversar com deputados federais e acompanhar de perto a tramitação do projeto na Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Max Lemos (PDT-RJ). O projeto estava previsto para ser discutido e votado na quarta-feira, durante reunião da comissão.
No entanto, a sessão ocorreu em formato híbrido, presencial e online, devido à abertura da chamada “janela partidária”, período que permite aos parlamentares a troca de partido. Com muitos deputados fora de Brasília e em suas bases eleitorais, o presidente da comissão decidiu retirar o projeto de pauta para garantir um debate mais qualificado.
Com isso, o PL 67/2025 foi novamente pautado para discussão e votação no dia 18 de março, em uma sessão da Comissão do Trabalho que deverá ocorrer apenas de forma presencial. A reunião contará também com a presença do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que deverá defender o projeto e reforçar o apoio do governo federal à proposta.
Durante as conversas realizadas no Congresso, Marco Daniel Rockenbach destacou que o relator da matéria é o deputado Leo Prates (PDT-BA). Segundo ele, a principal alteração em análise no relatório seria a implantação gradual da nova jornada, por meio de um escalonamento para que a mudança ocorra de forma progressiva.
Para o presidente do Sindi Lajeado, o sentimento após os diálogos com parlamentares é de confiança no avanço da proposta. “Conversamos com diversos deputados e ficou claro para nós que a PEC da deputada Erika Hilton, que prevê jornada de 36 horas semanais, não tem espaço neste momento. Já o projeto da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) é visto como um caminho de consenso. Saímos de Brasília confiantes na aprovação na Comissão do Trabalho." afirmou.
Rockenbach ressalta que a proposta representa um avanço importante para a qualidade de vida dos trabalhadores. “A redução da jornada é uma pauta histórica do movimento sindical. Trabalhar menos horas por semana representa mais saúde para o trabalhador, sem abrir mão do desenvolvimento econômico”, pontuou.
A mobilização do movimento sindical deve continuar na próxima semana. No dia 18 de março, uma nova comitiva estará em Brasília para acompanhar a possível votação do projeto na Comissão do Trabalho. Desta vez, o Sindi Lajeado será representado pelo vice-presidente da entidade, Sergio Scheibler. Para os representantes dos trabalhadores, a presença das entidades sindicais no Congresso é fundamental para reforçar a importância da proposta e garantir que a voz dos trabalhadores seja ouvida no debate sobre o futuro das relações de trabalho no país.